terça-feira, 6 de agosto de 2019

7 formas de espantar a depressão

Quando você sentir a tristeza chegando, pode tentar estas estratégias para não se render a ela!

1. Aprenda seus sinais de alerta
Se você fosse cardíaco gostaria de saber os sinais de alerta de um infarto para procurar o pronto socorro imediatamente, não é? Na psiquiatria isso também é importante! Você fica apático? Irritado? Seu apetite muda ou você se isola?
Quando você procura ajuda no início do quadro, o índice de sucesso é maior!

2. Procure sua rede de suporte
Muitas pessoas passam a se isolar quando deprimidas, mas isso faz com que o quadro piore. Lute contra a tendência ao isolamento! Procure seus amigos, família, vá à igreja, etc. Esta é uma boa hora para procurar uma psicoterapia.

3. Pratique bons hábitos de sono
A depressão na maioria das vezes altera seu sono fazendo com que você durma demais ou de menos. Tente manter um padrão consistente: evite sonecas durante o dia ou permanecer na cama por muito tempo após acordar. Se você não consegue adormecer limite seu consumo de cafeína e diminua a exposição aos dispositivos eletrônicos antes de dormir.

4. Alimente-se com sabedoria
As mudanças alimentares e a inércia que acompanham a depressão fazem com que seja mais difícil manter hábitos alimentares saudáveis. Infelizmente a nutrição inadequada faz a depressão piorar.
Se você não tem forças para cozinhar, invista em sopas saudáveis facéis de preparar ou alimentos congelados saudáveis. Se, ao contrário, você come a mais quando deprimido, evite ter "porcarias" em casa para não cair em tentação.

5. Limite seu consumo de álcool
Pode parecer que uma taça de vinho após um longo dia te relaxa, mas agora não é o momento. Depressão e álcool não se misturam: o álcool é um depressor e pode piorar seu humor e arrebentar com seu sono.

6. Exercícios
Pode ser a última coisa da sua lista quando está deprimido, mas os estudos mostram que os exercícios são poderosos para melhorar o humor, o sono e os níveis de energia. Uma caminhada leve de 10 minutos já te ajuda.

7. Tente se engajar em atividades encorajadoras
Um dos principais sintomas da depressão é a perda de prazer em atividades. Mesmo se você está motivado, as coisas não tem "o mesmo gosto de antes". Tente atividades como escrever, pintar ou tocar música. Procure se engajar em sua fé. Com o engajamento na atividade e na conexão com outras pessoas, há melhora do humor.

Não existe um jeito eficaz de prevenir o episódio depressivo quando ele começa, mas com um plano de ação ele fica mais manejável e isso a ajuda a se recuperar mais rápido.

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Sucesso consiste em não fazer Inimigos

Recebi o texto abaixo por email e achei-o interessante... Não é exatamente psiquiatria mas poderia enquadrá-lo em Saúde Mental.

Fica para reflexão.

O Sucesso consiste em não fazer Inimigos



Max Gehringer - Administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial, nos prestigia com mais um artigo brilhante.

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Regra número 1:

Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.

Regra número 2:

A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.

Regra número 3:

Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.

Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.

Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências."





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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Princípios da supervisão em psiquiatria


Definições e princípios da supervisão


Supervisão clínica e educacional: processo formal de aprendizado e suporte profissioinal que permine ao indivíduo desenvolver conhecimento, competências e a assumir responsabilidade.

Supervisão clínica – supervisão ativa do trabalho clínico diário, garantindo que as decisões clínicas são seguras e apropriadas.

Supervisão educacional – o treino e a menção do trabalho do residente são o focus. Pode envolver casos clínicos como base da demonstração e aprendizado.

Objetivos da supervisão

• Identificar soluções para problemas clínicos

• Melhorar o standard

• Aprimorar o entendimento de problemas profissionais

• Aprimoramento da prática clínica do interno/residente

• Desenvolver habilidades e conhecimento

Responsabilidades do supervisor

• Agir como um mentor

• Estabelecer objetivos de aprendizado e monitorizá-los

• Dar feedback construtivo

• Estar envolvido na avaliação do residente/interno

Como estabelecer uma supervisão adequada – 1 hora de sessão de supervisão todas as semanas

• 10 minutos para revisar problemas levantados em sessões prévias para avaliar se melhorias foram implementadas

• 40 minutos para levantar problemas e assuntos a serem discutidos

• 10 minutos para resumir e anotar pontos principais da sessão

Conteúdo da sessão de supervisão

• Manejo clínico

• Experiência de ensino do residente/interno

• Experiência com pesquisa/investigação clínica

• Necessidades, gerência e atenção ao residente/interno

Princípios do feedback

Propósito – permitir que o residente/interno tenha insight sobre seu progresso e comparar o que era esperado dele e o resultado atingido realmente

Princípios gerais

Ende, 1983

• Supervisor e interno/residente devem trabalhar como aliados em direção a objetivos comuns

• O feedback deve ser planejado e esperado

• O feedback deve ser dado dentro da estrutura da sessão de supervisão

• O feedback deve ser sobre comportamentos específicos e observáveis, não performance em geral

• O feedback deve ser dado em uma linguagem descritiva e sem julgamentos

• O feedback deve ser limitado a decisões ou atos observáveis

Heirson & Little, 1998

• Clima amistoso, de respeito mútuo e de mente aberta

• Deve-se provocar o pensamento e sentimentos antes de ser dado

• Sem julgamentos

• Focar-se me comportamentos

• Fatos observáveis

• Sugerir ideias para melhorar a performance

• Basear o feedback em objetivos negociáveis e claramente definidos

Modelos de feedback

Regras de Pendleton

• O supervisor brevemente clarifica o assunto do dia

• O residente/interno fala primeiro e discute o que foi bem sucedido

• O supervisor discute o que foi bem sucedido em seu ponto de vista

• O residente/interno descreve o que poderia ter sido feito de forma diferente e propõe sugestões para mudança

• O supervisor faz o mesmo

Problemas : formato estricto, bons pontos versus maus pontos e o residente/interno pode ficar defensivo

Modelo Calgary-Cambridge

• A sessão inicia-se com a discussão da agenda do residente/interno

• O resultado que o residente busca atingir é discutido

• O residente passa a auto-avaliação e resolução de problemas ao dizer como a tarefa foi desenvolvida

• O supervisor dá feedback dentro do princípio SET-GO ( vide abaixo)

• O supervisor resume as habilidades necessárias para atingir o objetivo

Princípio SET-GO

• O que vi (SAW) – o supervisor descreve o que viu

• O que mais você notou (what ELSE) – o residente faz o mesmo

• O que você pensa sobre o assunto (THINK) – o supervisor reflete sobre o assunto

• Quais objetivos a se atingir (GOALS)

• OFERTAS (sugestões) sobre como atingir os objetivos

Feedback verbal

Sempre sobre comportamentos específicos e observáveis, deve evitar julgamentos em comentários ou linguagem

Benefícios do feedback

Promove a competência (Rolle & McPherson, 1995) e ajuda a promover o aprendizado

Cartoon: http://alchemist.excessivelydangerousthing.com/webcomic.pl?comic=16

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domingo, 27 de dezembro de 2009

História de superação das drogas IV

Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.



Iara Vasconcelos – Versão estendida



qua, 30/09/09por TV Globo
categoria Dependência química
tags Dependência química, Iara Vasconcelos


Com a ajuda da família, Iara conseguiu superar a dependência química.

Iara começou a beber aos 13 anos por causa de uma desilusão amorosa. A mãe achava que era um problema emocional e, então, começou a levá-la a um grupo de apoio que tratava de neuróticos. Iara começou a experimentar outras drogas e em pouco tempo estava viciada. Passava muito tempo na casa do namorado, que também era usuário de drogas. Ficavam, muitas vezes, dias sem dormir. Os pais do namorado perceberam o que estava acontecendo e resolveram intervir acionando os pais de Iara.

O pai de Iara concordou em ajudá-la e assim ela buscou uma clínica para o tratamento. Perto da virada do ano, recebeu a visita da família e soube que seria tia. A partir daí, decidiu que seria um bom exemplo para sua sobrinha. Hoje, ela e o namorado trabalham no local onde se reabilitaram ajudando na recuperação de outros dependentes.

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Historias de superacao - transtorno bipolar

Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.




qua, 14/10/09por TV Globo
categoria Transtorno Bipolar Familiar Afetivo
tags Danielle Porto, Transtorno Bipolar Familiar Afetivo


Em abril de 2008, Danielle Porto viu sua vida mudar drasticamente. Seu marido Marcelo, com 32 anos na época, surtou e foi morar nas ruas. Caminhava sem rumo e agia de forma incoerente. Na rua, perdeu dinheiro, perdeu seu violão, seu relógio. Foi preso diversas vezes e muitos acreditavam que era dependente químico e alcoólatra. Mesmo assim, Danielle não desistiu do seu casamento. Com ajuda da polícia conseguiu interná-lo. Marcelo foi diagnosticado como portador de Transtorno Bipolar Familiar Afetivo, mas chegou a Esquizofrenia devido ao surto psicótico. Sofreram muito preconceito, perderam amigos e até familiares se afastaram. Danielle nunca deixou de ficar ao lado de seu marido, mesmo com todas as dificuldades. O amor conseguiu vencer todos os obstáculos da doença e hoje, já recuperado, Marcelo se prepara para voltar ao mercado de trabalho.

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

História de superação das drogas III

Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.



Desirêe Ramos – Versão estendida


sáb, 17/10/09por TV Globo
categoria Drogas
tags Desirêe


Desde pequena, Desirêe era uma criança compulsiva. Manipulava as pessoas para satisfazer suas vontades. Apanhou muito na infância. Aos 11 anos, começou a sair de casa para se enturmar com meninos mais velhos. Fugia, mas sempre voltava. Até que um dia, fugiu e ficou mais de um ano sem aparecer. Começou a se drogar, a beber, com apenas 12 anos.

Tempos depois, entre idas e vindas de casa, se apaixonou por um menino e resolveu fugir para Florianópolis atrás dele. Foi aí que, aos 14 anos, começou a usar o crack e a se prostituir para conseguir a droga. Certa vez, quando havia virado menina de rua e estava no fundo do poço, um rapaz a viu e a levou para uma clínica de reabilitação. Entre muitas recaídas, conheceu o Paulo, que hoje é seu marido. Fez o tratamento, voltou a estudar e hoje leva uma vida feliz e sem drogas.

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

História de superação das drogas - cigarro

Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.


Maria de Fátima Rodrigues – Versão Estendida



sex, 18/09/09por TV Globo
categoria Superação, Vício
tags cigarro, Maria de Fátima Rodrigues, Superação, Vício


Maria de Fátima começou a fumar na juventude. Mesmo na gravidez de suas filhas, ela não abandonou o cigarro. Eram quase três maços por dia, às vezes mais. Com o tempo, as filhas foram crescendo e passaram a não querer mais estar ao lado da mãe, não gostavam do cheiro da nicotina e não a beijavam mais. Fátima foi vendo que o cigarro estava distanciando sua família e resolveu parar. No começo, não foi nada fácil. Chegou a ponto de catar guimbas do lixo e colocar ao sol para secar, e fumá-las depois. Hoje, está livre dos cigarros, que largou há mais de 10 anos, e diz que tudo mudou para melhor na sua vida.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Blog de familiares de toxicodependentes

Quem tem um familiar dependente químico muitas vezes sente-se só, abandonado pelos amigos e sem saber a quem recorrer. Perder a fé (seja ela na religião ou no sistema de apoio) devido às inúmeras recaídas é comum. Para ajudar, muitas pessoas tem recorrido a blogs\blogues e o post abaixo veio de um desses veículos. O blog Oxycontin and Opiate Addiction: A mother's story (para acessá-lo, clique na figura abaixo) descreve a experiência de uma mãe que está a lidar com a toxicodependência de seu filho. Em um depoimento honesto, ela tenta fazer sentido do que está a ocorrer em sua vida e tem encontrado apoio de muitos internautas na sua jornada.





O texto abaixo foi retirado de um post seu de 1 de Dezembro deste ano e traduzido por mim:

Otimismo cuidadoso

Acabo de conversar com B. Tenho de congratulá-lo pois continua a trabalhar, apesar do estresse de seu chefe estar em cima o tempo todo. B ligou para dizer que seu chefe o avisou que suas tarefas tem de ser "perfeitas" já que o dono da compania chega amanhã. Ele disse que se B não o fizer adequadamente será despedido. Parece que o chefe de B está em uma missão para despedir meu filho. Eu quero dizer que há sempre três lados para uma história. O de B, de seu chefe e a Verdade. Hoje B não se sente bem. Ele está em abstinência e amanhã de manhã ele começa a metadona. Ele diz que o suboxone não está adiantando. (Ele ainda tem o suboxone, o que me surpreendeu. B não vendeu os comprimidos). De qualquer forma, meu filho foi trabalhar e chegou cedo hoje. Isso é muito importante - como qualquer dependente de heroína pode lhe dizer. Quando você se sente nauseado, para que meu filho trabalhe tão dedicadamente - e depois me dizer que vai trabalhar horas extras para ter certeza de que vai desempenhar adequadamente - isso é ótimo. Não é muito longe para que eu vá buscá-lo. Eu preciso comprar algo para o jantar, então vou comprar uma refeição para ele também.

Uma outra mãe me avisou gentilmente para que tome cuidado com meu otimismo. Eu estou. Eu estou, literalmente, a viver um dia de cada vez com meu filho. Estou a espera do momento "então prove!", no qual meu filho realmente faça o que ele fiz que vai fazer. Já agora, estou a medir seu progresso no dia-a-dia. (...)

Quão longe eu vim em 17 meses! Aqui eu achava que a clínica de recuperação iria curá-lo e que ele ficaria bom. Pouco sabia eu que o ditado "a recaída é parte da recuperação" seria a profecia de minha situação. Eu sofri por onze anos com meus próprios problemas e desafios, e finalmente estou livre de tudo aquilo. Agora resta-me esperar que meu filho também fique livre.

Estou de saída para meu grupo de estudos bíblicos hoje à noite. É um grupo de agradáveis senhoras que se importam comigo e vice-versa. Uma delas é adicta\viciada em meth (metanfetamina) que está sóbria há 3 anos e meio. Ela perdeu a guarda e os direitos de ver seu filho de 11 anos. É de partir o coração, mas admiro como ela está a mudar sua vida. (...)

Além deste blog, há um círculo de blogs de familiares de toxicodependentes que dão apoio uns aos outros na blogosfera. Ainda não encontrei nada em português (seja Pt ou Br) mas fica aqui a ideia de que utilizar um blog desta forma pode ser catártico e resultar em uma troca de experiências promissora.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Historias de superacao - autismo

Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.






sex, 30/10/09por TV Globo
categoria Síndrome de Asperger
tags Cristiano dos Santos


Quando Nicolas nasceu, Cristiano logo percebeu que havia algo de diferente em seu filho. O tempo foi passando e realmente Nicolas era diferente. A criança foi apresentando dificuldades em se relacionar e aprender as coisas. A falta de diagnósticos precisos dos médicos fez com que Cristiano procurasse na internet a ajuda que necessitava. Na sua busca por informações, Cristiano conseguiu descobrir que Nicolas é portador da Síndrome de Asperger, uma espécie de autismo. Confirmado o diagnóstico, ele continuou buscando informações para melhor atender às necessidades de Nicolas. Depois de alguns anos, foi a vez de Analice chegar à família. Com ela, uma criança que respondia a todos os estímulos, Cristiano pode ver que de fato era um bom pai e aí foi a sua realização.

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domingo, 22 de novembro de 2009

Historias de superacao - anorexia

Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.






ter, 03/11/09por TV Globo
categoria Anorexia
tags Andrea Lopes


Com apenas 17 anos Andrea se tornou a primeira surfista profissional a viver do esporte no Brasil. Depois, já com 25 anos, foi a primeira brasileira a vencer o campeonato mundial, o WCT e a única a ser tetracampeã brasileira. No começo dos anos 90, começou a apresentar um quadro de anorexia. Quando viajou para África do Sul para disputar um campeonato, começou a rejeitar toda comida que lhe era oferecida. Era obsessiva com o surf e com o corpo. Chegava a surfar seis horas ininterruptas tendo comido apenas uma fruta o dia inteiro.


A comida tornou-se uma ameaça na cabeça de Andrea. 1994 e 1995 foram os anos mais críticos, parou de menstruar e chegou a pesar 38 quilos. Certa vez, quando viajava para uma competição na Austrália, teve uma forte crise estomacal que fez com que ela fosse internada às pressas. Ainda tentou continuar na competição, mas não teve forças.


De volta ao Brasil, um dia, sua mãe entrou no banheiro e começou a chorar olhando a magreza excessiva da filha. Andrea resolveu se tratar. Parou com sua vida profissional, seguiu os tratamentos e com ajuda da família e de terapia, conseguiu sair sem sequelas da doença. Hoje, está curada e se diz uma pessoa melhor e mais feliz. Está a caminho da conquista do pentacampeonato brasileiro.

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Historias de superacao - depressão

Recebi o texto abaixo como um link pelo twitter. Este link levou `a revista Cláudia, da Editora Abril, que publicou a história. Vasculhei o site da revista na tentativa de encontrar o número, volume e data de quando foi publicado, mas foi em vão. De qualquer forma, o texto é muito bom, sobre a possibilidade de superação das drogas.


Histórias de superação

Três mulheres contam como tiveram garra para vencer grandes dificuldades: drogas, prisão e depressão

Laís Mota e Heloisa Aline Oliveira

O longo caminho de volta da depressão


Quem vê a mineira Yonara Del’Amore, 35 anos, uma bela loira de olhos verdes, formada em psicologia e filosofia, não imagina que ela luta há 10 anos contra uma depressão crônica. Yonara conseguiu sair do isolamento hoje trabalha quatro horas por dia na loja Giro, da ONG Atas Cidadania*, cujo objetivo é a inclusão de portadores de transtorno mental pelo trabalho.

“A primeira crise que tive foi em 1999 e ela veio do nada, sem explicação nenhuma. Foi uma sensação de morte terrível, algo paralisante que me dominou completamente. Fui internada no hospital Felício Rocho em Belo Horizonte, para fazer exames: tomografia, eletroencefalograma ...fiz tudo, mas o neurologista não descobriu nenhuma doença e me indicou um psiquiatra, que diagnosticou uma depressão crônica. Nunca pensei que pudesse acontecer isto comigo porque sou graduada em psicologia e filosofia...na verdade, a crise ocorreu na época dos trabalhos finais da minha segunda faculdade.

No último ano da psicologia, resolvi fazer filosofia e fui levando os dois cursos e trabalhando – fazia estágio na área de RH em uma grande empresa. Para me formar em filosofia, em 1998, tive que me esforçar muito para as teses finais. Foi aí que tive esse stress terrível e acabei no hospital.

Aquilo que tinha estudado na teoria, passei a vivenciar na prática: só queria ficar dormindo, comecei a engordar muito, perdi totalmente a vaidade, minha única vontade era ficar sozinha no meu quarto. Passei dois anos terríveis, queria me isolar do mundo: tomava remédio, mudava de remédio e não adiantava nada.

Sempre tive apoio da família e quando engordei 20 quilos e cheguei a 85 quilos minha mãe me levou a um endocrinologista, que me receitou um regime, mas eu não fazia nada direito. Ela não desistiu e procurou um curso de ioga e matriculou-se junto comigo.Era um jeito de me tirar um pouco de casa. Adorei a ioga, mas continuava sofrendo com os meus pensamentos -- me sentia fracassada na profissão e na vida, não tinha conseguido trabalhar nem constituir a minha família, mas estava tentando vencer o isolamento. Além de ioga, comecei a fazer caminhadas e emagreci até demais.

A recaída



Em 2004, meu pai foi hospitalizado, ficou no CTI e tive que ajudar minha mãe a cuidar dele. E para piorar, meu cunhado, de quem gostava muito, e ia visitar sempre meu pai no hospital, teve uma aneurisma e morreu 1mês antes do meu pai. Foram perdas muito dolorosas e tive uma recaída da depressão. Não engordei de novo, mas fiquei com medo de tudo: de morrer, de viver, de sair de casa. Eu só queria dormir.Perdi de vez a esperança na vida, achava que todos os meus sonhos tinham ido por água abaixo, que não ia conquistar mais nada.

Antes da doença, meu projeto era trabalhar como psicóloga em Recursos Humanos, fazer mestrado em filosofia, namorar, casar e ter filhos.

Depois, eu não acreditava em mais nada, nem em mim nem em Deus. E olha que sempre fui muito católica. Mas me achava feia, inadequada, frustrada. Quando você está assim, não tem consciência de que está perdendo a vida, a angústia impede de reagir. Eu não queria fazer nada, até que minha mãe quebrou a bacia, em 2005, e tive que cuidar dela. Assim que ela melhorou, foi atrás de outro psiquiatra para mim. Foi assim que, em 2006, conheci a Dra. Carolina Verçosa, na Central Psíquica (clínica psiquiátrica). Ela acertou a medicação e alertou que só isso não bastava – me encaminhou para um tratamento psicológico, com um terapeuta ocupacional.

Minha mãe é pensionista de meu pai, que era contador, não temos muito dinheiro, mas conseguimos um terapeuta que nos fez um bom preço e me colocou em contato com a ONG Atas Cidadania.
 
Trabalho terapêutico



Foi aí que minha vida mudou completamente, virei uma outra pessoa. Primeiro, porque eles me trataram muito bem, respeitaram meus limites, meu tempo, nunca me impuseram nada, tiveram muita paciência comigo. Como a Atas tinha uma loja no shopping Diamond Mall, eu ia lá com o meu terapeuta, fui aos poucos me entrosando e comecei a trabalhar lá. Para mim, cada venda realizada era uma vitória: produzindo, eu me senti viva. A auto-estima foi melhorando, comecei a arrumar o cabelo, a querer comprar um vestido, a fazer minha unha. Meus sonhos voltaram, mas sei que para realizá-los, o tratamento tem que seguir: minha psiquiatra disse que tenho que continuar a terapia e com os remédios. Eu sempre tive muito preconceito com antidepressivos, resistia a tomá-los. Mas a médica me disse que sou como uma pessoa que tem diabetes: tenho que tomar remédios todos os dias. A luta tem que ser constante.

Tem dias que não quero ir ao psicólogo. Ligo para desmarcar, mas ele me remarca o horário e diz: “Vem para você não desanimar, não perder o que você já conquistou”. Então ele me leva para passear, tomar um lanche, bater perna. Aí melhoro.

Às vezes, também não tenho vontade de ir trabalhar, mas insisto. Nunca faltei. Basta eu ir para a loja e conversar com as outras vendedoras que eu melhoro. Durante alguns meses, fiquei parada -- a loja do shopping fechou porque ia reabrir em outro lugar, no bairro de Lourdes. Esse período foi péssimo, voltei de novo a querer só dormir, mas quando a loja ficou pronta e eles me chamaram de volta, foi uma alegria muito grande. Sei que todos me vêem com outros olhos porque estou lutando, trabalhando, ganhando meu dinheiro. Antes, tinha medo de tudo, agora já pego o ônibus, vou ao trabalho e ao médico sozinha, em sinto segura.

Agora minhas perspectivas são as melhores, tenho 35 anos, quero trabalhar, me relacionar com as pessoas, namorar, estou mais aberta. Me sinto mais forte e mais bonita. Sei que não posso correr, tenho que ir devagar. Mas eu já dei o primeiro passo.

Sei que hoje existem muitas pessoas que sofrem de depressão e gostaria de dizer a elas que existe saída. Mas que é fundamental procurar ajuda. Sozinho, ninguém consegue. Mesmo as pessoas que não têm condição financeira, podem procurar um posto de saúde, serviços credenciados pela prefeitura, sei que existem psicólogos trabalhando até em igrejas, como voluntários. O importante é se informar onde buscar apoio e tratamento.


Eu adoro música e tem uma do J. Quest que diz: “Ei medo, eu não te escuto mais, ei dor, eu não te escuto mais, você não me leva a nada. Se você quiser saber para onde eu vou, eu vou para onde houver sol, é para lá que eu vou”

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

História de superação das drogas

Recebi o texto abaixo como um link pelo twitter. Este link levou `a revista Cláudia, da Editora Abril, que publicou a história. Vasculhei o site da revista na tentativa de encontrar o número, volume e data de quando foi publicado, mas foi em vão. De qualquer forma, o texto é muito bom, sobre a possibilidade de superação das drogas.

Histórias de superação



Três mulheres contam como tiveram garra para vencer grandes dificuldades: drogas, prisão e depressão


Laís Mota e Heloisa Aline Oliveira


‘Correndo atrás dos sonhos Sempre gostei dos meus pés. Se eles já soubessem que caminho seguir, teriam me levado para longe quando minha mãe me abandonou, recém-nascida, na porta de uma instituição ligada à antiga Febem, em São Paulo. Era 1962. Fui deixada dentro de uma caixa de sapatos. Cresci com muitas crianças, mas sem nenhum amor. Na escola, só aprendi a alimentar o medo. Tenho medo de tudo: de carro, de gente, do escuro. Aos 10 anos, ainda estava na 1ª série. Sentia fome, não tinha vontade de estudar. Aos 18, fui encaminhada para meu primeiro emprego. Trabalhei cinco meses como empregada doméstica, mas a patroa não me pagava. Um dia em que ela não estava em casa, enchi várias malas com objetos de valor e fugi para o centro de São Paulo. Distribuí o que roubei para o povo que vivia na praça da República. “Comprei”, assim, lugar para morar.

Nas ruas, ninguém respeita as mulheres. Mendigos tentaram me estuprar, me bater. Para me proteger, simplesmente raspei os cabelos e me vesti de homem. Em pouco tempo virei líder de um bando de trombadinhas. Eles me chamavam de Tia Punk. Depois de um mês vagando pela cidade, descobri as drogas. No começo, sentia tanta fome e tanto frio que usava o que aparecesse: cola de sapateiro, benzina, gasolina... Com o tempo, essas drogas não me satisfaziam mais. Para mergulhar na cocaína, caí no crime.

Sustentar o vício era uma maratona: roubava comida, roupas, bolsas, ia até a boca, o ponto-de-venda, e trocava tudo por cocaína. Fui presa várias vezes, apanhei para entregar os traficantes, mas nunca falei nada. Eu só não conheço todas as delegacias de São Paulo porque minha especialidade era correr da polícia. Certo dia, em uma dessas “provas de longa distância”, parei em frente a uma loja de eletrodomésticos cheia de televisões na vitrine: em todas passava o filme CARRUAGENS DE FOGO, a história de dois corredores. Falei para os meninos do bando: vou correr assim. Um dos trombadinhas disse que, como eu era viciada em drogas, não conseguiria treinar. Respondi: “Se corro da polícia, também posso correr na rua”.

Com essa idéia na cabeça, “encomendei” equipamento para os amigos do bando, que assaltaram vários atletas. Aos 34 anos, com tênis, bermuda e camiseta roubados, comecei a treinar sozinha e fui parar na maratona de São Paulo. No final dos 42 quilômetros da prova, eu finalmente me encontrei. Era aquilo que eu queria. Mas, para correr, não podia me drogar: passei dias rolando na calçada, amargando a abstinência e as contusões.


Em 1998, eu morava sob as marquises próximas do Parque do Ibirapuera e passei a correr lá. Achava que era invisível para as pessoas da sociedade, mas alguém me enxergou. Era o dr. Fausto Cunha (na época, secretário de Esportes da Prefeitura). Ele percebeu que a corrida podia me recuperar. Me levou para um alojamento de atletas, me ofereceu abrigo, tratamento para conseguir deixar o vício, comida. Adoro ele e sua esposa, visito a casa deles, até Natal eu passo lá.

No início, o técnico Wanderley Oliveira não acreditou em mim. Disse que só ia me treinar se eu largasse todas as drogas, me cuidasse e me dedicasse muito. Sempre cumpri tudo o que prometi. O mais difícil era vencer o meu medo. Nunca aprendi a receber carinho, era arisca como um bicho. Por causa disso, ganhei da turma da corrida o apelido de Animal. E eu treinei como um animal. Corri contra tudo: contra o preconceito, a tristeza, o vício. Sofri demais com o rigor exigido pelo esporte, mas valeu a pena. Cada gota de suor na pista era a minha glória na linha de chegada.

Aos 40 anos, bati dois recordes brasileiros, nos 800 e 1,5 mil metros. Em 2006, venci a meia maratona de Santiago, no Chile; na Argentina, fui a terceira colocada na meia maratona de Buenos Aires. Percorri o Brasil inteiro graças a alguns patrocínios, à ajuda de tantos amigos e, principalmente, aos meus pés.

Sobrevivo por causa deles e das premiações. E ainda me perguntam se venci na vida! Comecei a vencer quando ninguém mais acreditava em mim e agora, aos 46 anos, não penso em parar. Tenho sonhos e pressa de seguir em frente. Ainda moro no abrigo da Prefeitura. Quero uma casinha para mim, mesmo que seja de um cômodo só, sem banheiro. Basta um canto para acomodar todas as minhas centenas de medalhas.

A primeira que ganhei pendurei no pescoço daquele amigo das ruas que dizia que eu não era capaz de correr sem ter uma arma apontada para mim. Provei a ele que eu posso. Para mim, não preciso provar mais nada.




ANA LUIZA DOS ANJOS GARCÊZ, 45 ANOS, ATLETA

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