terça-feira, 10 de agosto de 2010

Abuso e dependência de substâncias na terceira idade

Na terceira idade, a comorbidade do abuso de substâncias é a forma de apresentação mais comum. É um quadro muitas vezes não avaliado adequadamente, o que é uma pena, visto que os idosos aderem melhor ao tratamento do transtorno de uso/abuso de substâncias do que outros grupos etários.

Uso/Abuso de álcool

 
Dois terços dos homens e um terço das mulheres com mais de 65 anos de idade ingerem bebidas alcoólicas pelo menos uma vez por semana. 19% dos homens e 5% das mulheres bebem mais de 4 e 3 unidades (respectivamente) de álcool por dia. Há uma crescente porcentagem de indivíduos que excedem as unidades de álcool diárias recomendadas por 2/3 entre 1984 e 2004.

 
Detecção da dependência de álcool nos idosos

 
Ferramentas de rastreio – não são utilizadas nos cuidados primários: pouco tempo para consultas, treinamento inadequado, ideia generalizada de que há pouca evidência sobre o sucesso do tratamento e as escalas desenvolvidas para adultos e jovens podem não ser sensíveis o suficiente para indivíduos da terceira idade.
Ferramentas de rastreio específicas para a terceira idade: short MAST-G (Michigan Alcohol Screening Test – Geriatric Version); Drinking Problems Index e Alcohol-Related Problems Survey.

 
Interações farmacocinéticas do álcool com medicamentos:

 

 
Barreiras à identificação dos pacientes e ao tratamento:
  • Estigma
  • “ageism” – racionalização de que as dificuldades deste grupo etário se devem tão simplesmente ao envelhecimento
  • Falta de treinamento adequado da equipe técnica
  • “misattribution” – pensar que os sintomas do abuso de álcool, como déficit cognitivo ou transtornos do humor, se devem à idade do paciente ou atribuir os efeitos físicos do abuso a traços de personalidade como “ele sempre dormiu/comeu mal”.
 Identificação do uso/abuso de álcool na terceira idade

 
O abuso de álcool é menos prevalente em indivíduos idosos, mas implica em:
Dificuldades médico-legais
Problemas judiciais como dirigir embriagado
Ofensas a terceiros
Violência doméstica

A forma de apresentação mais comum do abuso/dependência de álcool nestes indivíduos é:
  • Deterioração lenta dos cuidados pessoais e das atividades domésticas na ausência de doença orgânica que justifique estes sintomas
  • Transtorno depressivo
  • Demência
  • Desnutrição
  • Desidratação
  • Quedas
O consumo de álcool ocorre mais comumente em casa e pode ser utilizado como uma medida para lidar com dor, insônia, ansiedade, isolamento social ou luto.

 
Entrevista motivacional

 
A entrevista motivacional é uma intervenção psicológica desenhada para ajudar na identificação e reconhecimento do próprio uso de substâncias e direcionar o paciente à cessação dos consumos. É uma abordagem não confrontacional que evita rotular o paciente e aceita a perspectiva do mesmo como um ponto de partida sobre o qual trabalhar para conseguir a mudança. Ambivalência e relapso (recaída) são reconhecidos e vistos como oportunidades para direcionar o paciente a objetivos de saúde.

 
FRAMES:
Feedback
Responsabilidade pela mudança reside com o indivíduo
Advice (conselhos)
Fornecer um Menu de opções de mudança
Um estilo de aconselhamento/terapia EMPÁTICO
Aumentar a auto-eficácia (SELF EFFICACY)
Os pacientes muitas vezes passam e voltam a diferentes estágios durante o curso do tratamento.

Comorbidade/comorbilidade psiquiátrica

 
Abuso/dependência de álcool e depressão
Luto
Mudanças no papel social após a aposentadoria
Restrições e dificuldades relacionadas à idade
O uso de álcool aumenta o risco de depressão e o risco de suicídio nestes pacientes é 60 a 120 vezes maior do que na população geral.
Alcohol Epidemiologic Survey: indivíduos com mais de 65 anos que são depndentes do álcool apresentam 3 vezes mais risco de ter um transtorno depressivo (depressão major). Para a maioria dos pacientes, a sintomatologia depressiva resolve com a abstinência em 2 a 4 semanas.

Álcool e doenças cerebrais
Demência alcoólica primária: prejuízo cognitivo associado a alterações cerebrais pelo uso do álcool. Melhora com a abstinência.

Demência associada ao uso de álcool:
É a comorbidade mais comum entre as doenças cerebrais, melhora com a abstinência e tem o álcool como principal contributor para o quadro.
Critérios para condição provável:
-diagnóstico de demência 60 dias após a última exposição ao álcool
-consumo significativo da substância nos 3 anos anteriores ao início do quadro.
Estes critérios são aliados à presença de:
-dano a órgãos (fígado, por exemplo), relacionado ao consumo de álcool
-ataxia ou polineuropatia sensorial periferal não isquêmica
-melhora ou estabilização do prejuízo cognitivo
-melhora das alterações radiológicas após 60 dias de abstinência e evidência (neuroimagem) de atrofia cerebelar
Os seguintes critérios causam dúvida no diagnóstico de demência associada ao uso de álcool:
-prejuízo da linguagem
-sinais neurológicos focais
-evidência em neuroimagem de infarto ou hemorragia

Abuso/dependência de benzodiazepínicos (ou benzodiazepinas)
BZD são os psicofármacos mais comumente prescritos na terceira idade: 13-23% dos pacientes que vivem em comunidades (residências) as utilizam, 50% para os indivíduos com mais de 75 anos. Mais comum em mulheres. 1 em cada 10 idosos apresentam efeitos adversos como redução do tempo de reação e quedas (aumentam incrivelmente o risco de quedas).
Os idosos não apresentam os sintomas clássicos de abstinência de BZD (ansiedade, insônia, alterações perceptuais) e sim alteração do nível de consciência e desorientação

Abuso/dependência de outras substâncias
Nicotina - Principal causa de morte prematura. A cessação dos consumos na meia idade evita em 90% o risco de câncer de pulmão. É a substância mais comumente utilizada em idosos alcoólicos – 5 vezes mais comum neste grupo.

Drogas ilícitas - Cohortes de nascimento que evidenciam aumento nas taxas de uso de drogas ilícias apresentam maiores taxas na terceira idade. A mortalidade é 12 a 22 vezes maior em utilizadores de drogas idosos e estes apresentam 2 a 6 vezes mais risco de óbito relacionado à droga do que utilizadores mais jovens (overdose, por exemplo).

 Outras substâncias - Medicamentos para dor e tosse: 90% dos indivíduos com mais de 75 anos utilizam uma ou mais drogas vendidas livremente em farmácias

Comorbidades físicas

 
BZD – cansaço, tonturas, problemas com equilíbrio. A dependência desenvolve-se gradualmente com pequenas doses. Podem apresentar convulsões na retirada.

 
Opiáceos – diminuem o reflexo da tosse, respiração, pulso e pressão arterial. Lentificação do intestino leva a constipação.

 
Cannabis – associada a câncer de pulmão e câncer de cabeça e pescoço

 
Estimulantes – hipertensão, arritimias, derrame (AVC), danos renais e hepáticos

Tratamento do abuso/dependência de substâncias na terceira idade

 
Abordagem farmacológica

 
3 principais obstáculos ao uso do arsenal utilizado em adultos:
-não estão licenciados para uso nesta faixa etária: buprenorfina, naltrexone, acamprosato, lofexidina, dissulfiram e clonidina
-Riscos: a buprenorfina nestes pacientes não deve ser utilizada por causa convulsões, problemas respiratórios e doença hepática (maior sensibilidade nos pacientes idosos). As BZD também não devem ser utilizadas pois causam problemas respiratórios e instabilidade postural. Se utilizados, o diazepam e o clordiazepóxido não devem exceder metade da dose para adultos jovens. Da mesma forma a metadona. Terapia de uso da nicotina (para os que querem deixar o cigarro) não deve ser utilizada em pacientes com doenças cardiovasculares, tireoidianas ou diabetes.
-pouca evidência da eficácia dos medicamentos nesta população

Abordagem psicológica

Álcool: Resultados semelhantes aos esperados em adultos. Melhores resultados associados a maior tempo em terapia, maior envolvimento ao final do tratamento, mulheres e a pacientes com maior rede de apoio social.

Cigarro: Evidência limitada em idosos. Parece ser tão eficaz quanto em adultos, particularmente em pacientes com problemas físicos associados ao uso. Melhores resultados para os que fizeram uso de terapia de uso da nicotina e Intervenções Breves

Opiáceos e medicamentos prescritos: Metadona: poucos estudos, mas alguma evidência de melhora.

Foto: http://spiritlodge.wordpress.com/

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Campanha que associa cigarro a sexo oral gera polêmica na França

Artigo da BBC Brasil de 24/02/2010 que pode ser conferido no original aqui.

Campanha que associa cigarro a sexo oral gera polêmica na França

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil

Uma campanha antifumo na França que mostra imagens de adolescentes com um cigarro na boca em uma pose que sugere a prática de sexo oral forçado com um homem adulto está provocando polêmica no país.
Associações ligadas à família, aos direitos das crianças e feministas se dizem “escandalizadas” com a associação feita entre o cigarro e o sexo em mensagens dirigidas aos jovens.
A campanha, lançada pela Associação Direitos dos Não Fumantes (DNF), tem como slogan “Fumar é ser escravo do tabaco”. O objetivo da organização é “mostrar que o fumo é uma submissão”.
Nas fotos que sugerem sexo oral, o órgão sexual masculino é substituído pelo cigarro. Os cartazes poderão ser vistos em lugares tradicionalmente frequentados por jovens, como bares e discotecas.
Os publicitários que realizaram a campanha de prevenção reconhecem que o objetivo é chocar a opinião pública.
“Com o cigarro, somos submetidos à pior das submissões, à pior das escravidões. Procuramos a imagem chocante mais emblemática disso. A felação é o símbolo perfeito da submissão”, diz Marco de la Fuente, vice-presidente da agência BDDP, que realizou a campanha antifumo.

'Escandaloso'


Para Christiane Terry, representante da Associação Famílias da França, misturar o vício do fumo e o sexo “é um atalho ridículo e escandaloso”. Ela se diz preocupada “com o baixo nível para defender uma causa justa”.
Organizações ligadas à defesa dos direitos das crianças e adolescentes questionam as consequências que essas imagens podem ter sobre vítimas reais de abusos sexuais.
“Que eu saiba, uma felação não provoca câncer”, disse em entrevista ao jornal Le Parisien Antoinette Fouque, fundadora do Movimento para a Liberação das Mulheres.
“É escandaloso associar o vício do fumo à sexualidade, fazer um paralelo entre uma droga nociva e o desejo sexual. A conotação de violência sexual é inadmissível. É uma campanha sexista”, afirma Florence Montreynaud, presidente da associação feminista Chiennes de Garde.
O presidente da Associação Direitos dos Não Fumantes, Gérard Audureau, reitera que campanhas tradicionais não têm mais surtido efeito e que o consumo de cigarros continua aumentando entre os jovens na França.
“Dizer que o cigarro faz mal à saúde não funciona mais. Utilizar o sexo é uma maneira de atrair a atenção dos jovens. E se for preciso chocar, choquemos”, afirma Audureau.

Aumento


Segundo o Escritório Francês de Prevenção contra o Tabagismo, o índice de adolescentes fumantes na França aumentou, entre 2008 e 2009, de 5% para 8% na faixa etária de 14 anos e de 20% para 22% no caso de jovens de 17 anos.
Mas até mesmo autoridades na luta contra o tabagismo questionam a campanha da Direitos dos Não Fumantes.
“Ela vai chocar os adultos e não vai causar medo aos jovens”, diz Bertrand Dautzenberg, presidente do Escritório Francês de Prevenção contra o Tabagismo.
A Associação Famílias da França informou que irá prestar queixa junto a Autoridade de Regulação Profissional da Publicidade. Mas a entidade não tem poder para proibir a campanha, ela pode apenas sugerir a sua retirada.
As associações teriam de levar o caso a Justiça, mas nenhuma, até o momento, informou estar disposta a fazê-lo.
O Ministério da Saúde da França já havia lançado, em 2008, uma campanha de prevenção contra o álcool que mostrava jovens em uma festa na praia, vomitando, se afogando e sugeria violências sexuais decorrentes do excesso de bebida.

Não sei quanto ao leitor, mas acho que esta campanha não é exatamente eficaz. Independentemente dos argumentos pró-família (em cujos méritos não vou me meter tanto de um lado, quanto de outro), toda vez que drogas são associadas a sexo, elas tendem a ser glamourizadas. Posso até imaginar adolescentes franceses a debochar da campanha, imitando as fotos e colocando-as no facebook ou no hi5 (sites sociais mais utilizados na Europa). Em termos de efetividade, acho que deixa muito a desejar.

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Notícias em toxicodependência

O organismo pede socorro
Efeitos da ressaca passam por sensações estranhas no corpo, uma leve "amnésia" que faz o bebedor tentar se lembrar do que aconteceu na noite anterior, sem sucesso
Veículo: Paraná Online
Seção: Vida e Saúde
Data: 12/02/2010

Álcool e fumo afetam fertilidade
Estudos analisaram material genético de homens que procuraram ajuda médica juntamente com suas mulheres para a dificuldade de o casal ter filhos
Veículo: O Popular
Seção: Cidades
Data: 08/02/2010

Número de jovens viciados em internet quase dobra na China
País tem 24 milhões de dependentes no acesso à web
Veículo: R7
Seção: Tecnologia e Ciência
Data: 04/02/2010

Videogame causa dependência
Mal afeta crianças e adolescentes, que têm sintomas iguais aos do vício em drogas. Santa Casa tem tratamento grátis
Veículo: O Dia
Seção: Ciência e Saúde
Data: 03/02/2010

A evolução do diagnóstico
Primeiros relatos acadêmicos com relação à nova forma de dependência são da psiquiatra norte-americana Kimberly Young

Veículo: A Notícia
Seção: Edição Impressa
Data: 12/02/2010

Quando a internet se popularizou, na metade da década de 1990, muito se especulou com relação às consequências de seu uso. O que talvez não fosse esperado era que, ainda nessa fase de transição, casos de pessoas viciadas na rede fossem se multiplicar. Os primeiros relatos acadêmicos com relação à nova forma de dependência são da psiquiatra norte-americana Kimberly Young, que, em 1995, começou a observar os hábitos do marido de uma amiga, que ficava horas batendo papo nas salas de conversação do site America On Line (AOL). Perplexa com o potencial destrutivo da mania, Kimberly iniciou uma série de estudos sobre o assunto.

Primeiramente, foram adotados os mesmos critérios que definem o vício em drogas ou no álcool. Um par de anos depois, Kimberly percebeu que, diferentemente de tais vícios, tidos como adições, o do usuário severo da internet é um transtorno de controle dos impulsos, no qual a pessoa tem tendência a comportamentos compulsivos, como a cleptomania e a automutilação, por exemplo. “A personalidade compulsiva é muito sensível aos vícios. É comum que essas pessoas também apresentem quadros de depressão e desordens de ansiedade”, explica Kimberly.

Kimberly, hoje, é responsável pelo site www.netaddicted.com, no qual divulga artigos, testes e grupos de apoio ao usuário severo de internet. “Há quem ache que oferecer ajuda pela internet é um paradoxo. A verdade é que não temos como banir a internet da vida do indivíduo, como se faz no caso de um alcoólatra, que deve parar totalmente de beber. É como nos casos dos viciados em comida. Eles continuarão comendo após superar o vício, mas de uma nova maneira”, justifica. “Milhares de pessoas me enviam e-mails semanalmente”, admite a especialista.

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

História de superação das drogas - cigarro

Pelo que me parece há no momento marketing sobre uma novela que esta ou estara no ar no Brasil que se chama Viver a Vida, na qual o tema é superação. Não sei nada sobre o assunto pois estou a morar fora do país desde 2005. O que sei é que tenho recebido recentemente inúmeros links com histórias de pessoas reais que têm lutado e vencido doenças e tragédias pessoais. Independentemente do porquê elas estão a circular na internet no momento, acredito que estas histórias têm seu lugar como textos de motivação e por isso resolvi lhes dar espaço neste blog. Hoje recebi estas histórias que estão em um site do portal Globo.


Maria de Fátima Rodrigues – Versão Estendida



sex, 18/09/09por TV Globo
categoria Superação, Vício
tags cigarro, Maria de Fátima Rodrigues, Superação, Vício


Maria de Fátima começou a fumar na juventude. Mesmo na gravidez de suas filhas, ela não abandonou o cigarro. Eram quase três maços por dia, às vezes mais. Com o tempo, as filhas foram crescendo e passaram a não querer mais estar ao lado da mãe, não gostavam do cheiro da nicotina e não a beijavam mais. Fátima foi vendo que o cigarro estava distanciando sua família e resolveu parar. No começo, não foi nada fácil. Chegou a ponto de catar guimbas do lixo e colocar ao sol para secar, e fumá-las depois. Hoje, está livre dos cigarros, que largou há mais de 10 anos, e diz que tudo mudou para melhor na sua vida.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Notícias em psiquiatria

Do clipping de notícias da ABP

A dieta do vício
Para manterem-se magras, mulheres trocam a comida pelo álcool. A doença já ganhou nome: drunkorexia

Veículo: A Notícia
Seção: Joinville
Data: 06/12/2009
Estado: SC

Embora esteja no peso ideal ou ligeiramente abaixo dele, Camila* jamais descuida do corpo. Se preocupa com a silhueta a ponto de seguir um treino diário na academia e excluir totalmente os doces e as frituras do cardápio. Já Larissa* obedece a um menu ainda mais espartano: além de gorduras e doces, não come massas, e ainda assim, acha que não se preocupa o suficiente com o corpo. Psicóloga e publicitária moram em Florianópolis, têm pouco mais de 30 anos e, além de dividirem a preocupação excessiva com o corpo, têm outro ponto em comum: os regimes restritivos que seguem não excluem excessos alcoólicos frequentes. No prato, saladinha. No copo, vinho, cerveja, champanhe ou vodka.


Substituir refeições por álcool, trocar as calorias de grupos alimentares por aquelas contidas nas bebidas ou ainda utilizá-las para aplacar a ansiedade e o vazio no estômago geram um comportamento de risco que recentemente foi batizado de alcoolrexia, anorexia alcoólica ou drunkorexia (drunk significa bêbado em inglês). Os nomes não são oficiais, assim como o comportamento não é considerado um transtorno alimentar, mas especialistas alertam para o aumento do número de meninas que apresentam esse traço.


“A valorização cultural da magreza e a aceitação social do uso de álcool pelos jovens têm provocado o aumento de casos, mas não há dados definitivos sobre quantas pessoas apresentam este tipo de comportamento”, explica Eduardo Wagner Aratangy, supervisor do Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. Mulheres com essas características já procuraram especialistas de Santa Catarina. “A preocupação com as calorias é tanta que o mínimo que ela se permite usa no álcool. Elas não querem abrir mão disso, então, não comem quase nada. Em outros casos, a bebida pode tirar a fome”, explica a nutricionista Isabela Sell. Seja por mecanismos calóricos ou cerebrais, o álcool, de fato, pode dar a sensação de saciedade.


“O álcool libera dopamina, neurotransmissor que diminui a ansiedade. Quando estamos com fome ficamos mais ansiosos. O álcool relaxa. Ele também tem um aporte calórico, mas não tem proteína nem aminoácido”, explica o psiquiatra Marcos Zaleski. A combinação entre abuso de álcool e falta de nutrientes pode causar desnutrição e gastrite, além de lesões hepáticas que podem resultar em hepatite e câncer. Do ponto de vista psiquiátrico, pode provocar ansiedade e depressão.

* Os nomes foram trocados a pedido das entrevistadas.

Aécio sanciona lei antifumo em Minas Gerais
Nova legislação estabelece que o proprietário ou responsável pelo estabelecimento comercial que descumprir a proibição em local fechado será multado
Veículo: Agência Estado
Seção: Notícias
Data: 04/12/2009

Estudo associa tabagismo ao risco de câncer de intestino
Pesquisa "oferece mais uma razão para não fumar, ou para parar o mais rápido possível
Veículo: Boa Saúde
Seção: Notícia
Data: 07/12/2009
 
Estudo associa exercícios físicos a maior inteligência
Atividades aeróbicas estimulam o desenvolvimento de neurônios no cérebro
Veículo: Folha de S Paulo
Seção: Saúde
Data: 05/12/2009

Sexo entre toxicômanos acelera transmissão do HIV na Ásia
Segundo os últimos dados revelados pela OMS, a maioria dos contágios da doença no continente acontece agora por via intravenosa
Veículo: Folha Online
Seção: Ciência
Data: 07/11/2009

Maconha é usada como terapia medicinal no norte de Israel
Um hospital público israelense começou a realizar o tratamento e a receitar maconha para os doentes. E mais: eles podem fazer uso da medicação, quer dizer, fumar a erva, dentro do hospital.
Veículo: Rede Globo
Seção: Fantástico
Data: 06/12/2009

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Para parar de fumar - site ajuda com técnicas de relaxamento e motivação

O site "Eu vou parar de fumar" é completamente dedicado à luta contra o tabagismo e traz informações e técnicas de relaxamento (que podem ser transferidas para seu computador em formato pdf) para auxiliar aqueles que buscam parar ou reduzir o consumo de cigarros.
Acredito que vale a visita!

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Nos blogs de psiquiatria e saúde mental em Portugal

Estudo associa tabaco na gravidez a problemas de comportamento da criança

"Mulheres que fumam na gravidez têm maior risco de ter um filho hiperactivo e com problemas de atenção na escola, segundo estudo da Universidade de York, no Reino Unido..."

Mais sobre o estudo pode ser acessado aqui (em inglês)

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