quinta-feira, 15 de julho de 2010

As aventuras do Homem-Metadona e da Garota Buprenorfina

Uma pequena interrupção nos posts sobre história da toxicodependência para um vídeo sobre o assunto:


O vídeo com Methadone Man e Buprenorphine Girl pode ser bobinho mas a situação na Rússia é séria. O índice de usuários injetáveis de drogas é altíssimo e a partilha comum. O vilão "Thought Control" (controle de pensamento), que tenta fazer com que as pessoas não acreditem na eficácia dos tratamentos farmacológicos da dependência de heroína atua também em Portugal e no resto da Europa.
As drogas injetáveis são responsáveis por 1 em 10 casos de transmissão do HIV e se excluírmos a África da equação (alta transmissão heterossexual), o número sobe para 1 em 3 casos.

Se os tratamentos de substituição estivessem disponíveis globalmente, eles poderiam prevenir 130.000 novos casos de infecção pelo HIV por ano, diminuir a trasmissão do vírus da Hepatite C e reduzir o número de mortes por overdose em 90%.

Se o vídeo for muito bobinho para você, recomendo o gibi (cartoon) abaixo:

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Textos no scribd


Estive meio desaparecida no fim de semana, mas continuo a colocar textos no SCRIBD sobre o modelo de prevenção ADR ao HIV em utilizadores de drogas(Aconselhamento, Diagnóstico e Referenciação). Lembrando que o ADR envolve a utilização de testes rápidos ao vírus (resultados em 5 minutos) e aconselhamento para alteração de hábitos comportamentais, sendo recomendado pela OMS (WHO).

Os textos podem ser acessados na minha página no scribd aqui.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Modelo de prevenção ao HIV baseado em ADR


Continuo a colocar no Scribd documentos que utilizei para minha tese de mestrado. Este documento refere-se à epidemiologia do modelo ADR (Aconselhamento, Diagnóstico e Referenciação), também conhecido como "Voluntary Counselling and Testing for HIV".

Contém:
  • diferenças entre Intervenção Comunitária e Intervenção Sócio-política
  • Aconselhamento, Diagnóstico e Referenciação (ADR) como estratégia de Saúde Pública
  • A vigilância do VIH
  • A vulnerabilidade ao VIH
    • Comportamentos sexuais
    • Injecção de Drogas
  • Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e a transmissão do VIH
  • Estratégias de Prevenção do VIH
Foto: http://www.awareuk.info/studio/library/files/images/red_ribbon.jpg

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Como fazer redução de riscos ao HIV

O tema da minha tese de mestrado, "Crenças, comportamentos e atitudes de utilizadores de drogas ao VIH" foi desenvolvido em paralelo a um projeto piloto lançado em Portugal para detecção do vírus em utilizadores de drogas em larga escala (por todo o país) utilizando a tecnologia dos testes rápidos. Estes fornecem resultados em 5 minutos e neste momento também é feito aconselhamento e redução de riscos (RR) com objetivo de mudança de comportamento nesta população.
Tive o grande prazer e oportunidade de participar ativamente neste projeto desde seu lançamento.

Para auxiliar outros que não tem acesso a bom material que descreve como se faz uma sessão de RR, coloquei no scribd algum material que utilizei na minha tese. Embora este seja primariamente voltado para utilizadores de drogas injetáveis, pode ser adaptado a uma variedade de populações.

Foto: http://www.awareuk.info/studio/library/files/images/red_ribbon.jpg

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Notícias em psiquiatria

Do clipping de notícias da ABP

A dieta do vício
Para manterem-se magras, mulheres trocam a comida pelo álcool. A doença já ganhou nome: drunkorexia

Veículo: A Notícia
Seção: Joinville
Data: 06/12/2009
Estado: SC

Embora esteja no peso ideal ou ligeiramente abaixo dele, Camila* jamais descuida do corpo. Se preocupa com a silhueta a ponto de seguir um treino diário na academia e excluir totalmente os doces e as frituras do cardápio. Já Larissa* obedece a um menu ainda mais espartano: além de gorduras e doces, não come massas, e ainda assim, acha que não se preocupa o suficiente com o corpo. Psicóloga e publicitária moram em Florianópolis, têm pouco mais de 30 anos e, além de dividirem a preocupação excessiva com o corpo, têm outro ponto em comum: os regimes restritivos que seguem não excluem excessos alcoólicos frequentes. No prato, saladinha. No copo, vinho, cerveja, champanhe ou vodka.


Substituir refeições por álcool, trocar as calorias de grupos alimentares por aquelas contidas nas bebidas ou ainda utilizá-las para aplacar a ansiedade e o vazio no estômago geram um comportamento de risco que recentemente foi batizado de alcoolrexia, anorexia alcoólica ou drunkorexia (drunk significa bêbado em inglês). Os nomes não são oficiais, assim como o comportamento não é considerado um transtorno alimentar, mas especialistas alertam para o aumento do número de meninas que apresentam esse traço.


“A valorização cultural da magreza e a aceitação social do uso de álcool pelos jovens têm provocado o aumento de casos, mas não há dados definitivos sobre quantas pessoas apresentam este tipo de comportamento”, explica Eduardo Wagner Aratangy, supervisor do Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. Mulheres com essas características já procuraram especialistas de Santa Catarina. “A preocupação com as calorias é tanta que o mínimo que ela se permite usa no álcool. Elas não querem abrir mão disso, então, não comem quase nada. Em outros casos, a bebida pode tirar a fome”, explica a nutricionista Isabela Sell. Seja por mecanismos calóricos ou cerebrais, o álcool, de fato, pode dar a sensação de saciedade.


“O álcool libera dopamina, neurotransmissor que diminui a ansiedade. Quando estamos com fome ficamos mais ansiosos. O álcool relaxa. Ele também tem um aporte calórico, mas não tem proteína nem aminoácido”, explica o psiquiatra Marcos Zaleski. A combinação entre abuso de álcool e falta de nutrientes pode causar desnutrição e gastrite, além de lesões hepáticas que podem resultar em hepatite e câncer. Do ponto de vista psiquiátrico, pode provocar ansiedade e depressão.

* Os nomes foram trocados a pedido das entrevistadas.

Aécio sanciona lei antifumo em Minas Gerais
Nova legislação estabelece que o proprietário ou responsável pelo estabelecimento comercial que descumprir a proibição em local fechado será multado
Veículo: Agência Estado
Seção: Notícias
Data: 04/12/2009

Estudo associa tabagismo ao risco de câncer de intestino
Pesquisa "oferece mais uma razão para não fumar, ou para parar o mais rápido possível
Veículo: Boa Saúde
Seção: Notícia
Data: 07/12/2009
 
Estudo associa exercícios físicos a maior inteligência
Atividades aeróbicas estimulam o desenvolvimento de neurônios no cérebro
Veículo: Folha de S Paulo
Seção: Saúde
Data: 05/12/2009

Sexo entre toxicômanos acelera transmissão do HIV na Ásia
Segundo os últimos dados revelados pela OMS, a maioria dos contágios da doença no continente acontece agora por via intravenosa
Veículo: Folha Online
Seção: Ciência
Data: 07/11/2009

Maconha é usada como terapia medicinal no norte de Israel
Um hospital público israelense começou a realizar o tratamento e a receitar maconha para os doentes. E mais: eles podem fazer uso da medicação, quer dizer, fumar a erva, dentro do hospital.
Veículo: Rede Globo
Seção: Fantástico
Data: 06/12/2009

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Aspectos psiquiátricos da infecção pelo HIV - parte 2

Número de pessoas a viver com AIDS no mundo (para maiores informações, clique na figura, que leva ao site da UNAIDS - Joint United Nations Programme on HIV and AIDS): por volta de 45 milhões de pessoas.



Mais de 95% estão em países de baixa ou média renda. Em 2005 houveram mais de 14.000 novas infecções por dia, sendo que destas 2000 foram em crianças menores de 15 anos. Acredita-se que haja pelo menos 2.3 milhões de crianças infectadas no mundo.

Características da doença do HIV

  • Doença crônica, sem cura
  • Alta comorbilidade
  • Influência de factores psicológicos no seu curso
  • A incerteza do contágio
  • Os factores psicológicos de risco
  • Exige adesão terapêutica
  • Confronta a pessoa com a sua finitude
  • A ausência de ganho secundário
  • A idade para lidar com uma doença terminal - 25-49 anos
  • A influência do meio
  • Os padrões morais e religiosos
  • O duplo padrão de infectado e infectante
  • Implica mudanças na vida sexual
  • Altera projetos de vida (procriação)
  • Diminui qualidade de vida
  • Confronta a pessoa com os seus estilos de vida
  • A prevenção determinante na progressão da pandemia
Miguel Bragança (2006), em apresentação sobre a evolução da epidemia de SIDA (Universidade do Porto), resume assim sua evolução do ponto de vista psiquiátrico.


Fatores psicológico que podem influenciar na evolução:

Personalidade
Personalidades anti-social: alto risco de se infectar e baixo risco de sofrer morbilidade psiquiátrica

 Personalidade borderline: muitos infectados devido à pansexualidade. Dificuldade de interiorização da sexualidade e sentimentos

 Personalidade anancástica: traços de personalidade protetores (ruminações, proteção, são mais monogâmicos, pensam sistematicamente no que vão fazer)

 Alexitimia: dificuldade de expressão verbal de emoções. Fator de risco para infecção. O indivíduo tem dificuldade também para expressar sua sexualidade.
Locus de controle: interno – indivíduo se culpabiliza muito. Indivíduos têm maior probabilidade de tomar medidas preventivas.


 Campanhas preventivas falham muito porque são feitas em massa. Para que isso funcionasse adequadamente as personalidades teriam de ser homogêneas. Quanto menor o grupo ao qual é direcionada, quanto mais homogêneo, maior a eficácia.

 
Psicopatologia prévia

 Toxicodependentes

Alcoólicos
Transtornos de personalidade
Transtornos de ajustamento
Transtorno da identidade do gênero
Transtornos afetivos ou psicóticos
Parafilias
Contexto existencial




 Perturbações psicológicas causadas pelo HIV



 Medo e\ou recusa do teste:
  • Lidar psicologicamente com a doença
  • Inutilidade
  • Negação
  • Infectado/infectante
  • Mentir

A comunicação do diagnóstico: “ A verdade médica é um fármaco de grande potência que deve dosear-se com o tempo”  J. Blanco e Y. Lopez



 Influência psicológica e simbólica da infecção


Choque - Turpor
Negação
Relações menos protegidas
“Worried well”
Raiva
Revolta dirigida a si próprio
Revolta contra o outro
Menor protecção - “Não quero saber, também me contagiaram”
Culpabilidade - Negociação
Contextualizada com os estados de raiva ou depressão
Depressão e ansiedade
Luto da “perda da sexualidade”

Mecanismos de estresse e coping na infecção pelo HIV 
 
Bragança (2006):



Características dos estressores (Labrador, 1992)


Mudança ou novidade
Incerteza
Ambiguidade
Imprevisibilidade
Iminência

Ocorrências que causam estresse:
Acontecimentos traumáticos

Acontecimentos significativos da vida
Situações crônicas indutoras de estresse
Micro indutores de estresse
Macro indutores de estresse
Acontecimentos desejados que não ocorrem
Traumas ocorridos em estados de desenvolvimento

Referências:

ResearchBlogging.org

Aspinwall, L., & Taylor, S. (1997). A stitch in time: Self-regulation and proactive coping. Psychological Bulletin, 121 (3), 417-436 DOI: 10.1037/0033-2909.121.3.417

Bragança, M. A perturbação neurocognitiva associada à infecção pelo VIH. Mesa Redonda Perspectiva psicológica e psiquiátrica na infecção pelo HIV. V Congresso Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Porto, Novembro 2009

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A Vulnerabilidade Do Toxicodependente Ao HIV




Em homenagem ao dia mundial da luta contra a AIDS, vou publicar um post retirado da minha tese de mestrado. Defendi a dissertação "Crenças, comportamentos, atitudes e status serológico ao VIH\SIDA em dependentes químicos" na Universidade do Porto. Os resultados evidenciaram que, apesar de conhecer e compreender os riscos inerentes ao comportamento sexual e ao consumo injetável, mesmo assim sua prática continua nestas populações.

Aqui um post específico sobre a vulnerabilidade dos dependentes químicos ao HIV, de minha autoria.

"A vulnerabilidade individual da população toxicodependente ao VIH é face importante de qualquer análise sobre a alta prevalência do vírus nestes indivíduos, consumidores endovenosos ou não. Esta vulnerabilidade depende do comportamento individual e compartilhado que, por sua vez, depende de atitudes, práticas e conhecimentos individuais e do grupo. Ignorância quanto aos riscos do consumo endovenoso, por exemplo, especialmente no que tange à transmissão do vírus VIH ou pouca preocupação quanto a estes riscos criam uma vulnerabilidade psicológica que pode levar à participação em práticas de consumo perigosas, que aumentam o risco de transmissão do vírus. O grau de dependência, e portanto, de severidade da síndrome de abstinência afecta a habilidade do indivíduo em praticar seu consumo de forma segura (WHO, 2005). O grau de dependência também é causa da marginalização destes indivíduos, levando-os a cometer actos de risco para obter a substância como prostituição e relações sexuais desprotegidas. Assim sendo, conhecer para actuar em determinantes individuais de vulnerabilidade ao VIH entre os usuários de drogas, crenças e atitudes em relação ao VIH/SIDA torna-se um importante aspecto na prevenção da epidemia.



Os toxicodependentes, apresentam aspectos de organização social que podem aumentar a vulnerabilidade à infecção pelo VIH. Os consumidores de substâncias estão em geral socialmente marginalizados, o que leva a formação de subculturas da toxicodependência, alienadas da comunidade principal. Estes indivíduos têm pouco acesso ou não confiam nas estruturas formais de saúde, não recebendo conhecimentos transmitidos por estas instituições, o que aumenta sua vulnerabilidade ao vírus. O estigma social e legal experimentado pela vasta maioria de consumidores de substâncias ilícitas faz com que grande parte de suas vidas ocorra escondida da comunidade, criando dificuldades na criação de programas específicos e dificultando o acesso para o envolvimento nas actividades protectoras da mesma (WHO, 2005).


Teorias sociológicas postulam que a sociedade é fragmentada em pequenas subculturas e que são os membros pertencentes ao meio do indivíduo, o grupo de pares no qual a pessoa se identifica como parte, que têm a mais significativa influência no comportamento individual (King, 1999). Normas sociais, critérios religiosos e as relações de poder entre os sexos e entre os pares infundem significado no comportamento, moderando a permissão a mudanças, positivas ou negativas. Uma forma ideal de comunicação, adequada ao trabalho de prevenção, seria a que personaliza e combina a mensagem da prevenção para uma audiência específica, toxicodependentes, com a finalidade de provocar a mudança comportamental (Pandey, 2005).


Nos últimos anos, entretanto, pesquisas sobre a organização da rede social de utilizadores de drogas injectáveis evidenciaram resultados provocativos. Estes estudos contradizem directamente a visão do usuário de drogas como isolado socialmente de todas as influências a não ser as de outros usuários. Estereótipos negativos dos consumidores de substâncias nutrem a noção de que, motivados única e exclusivamente pela necessidade pungente de obter uma dose, estes indivíduos inevitavelmente rompem todos os laços sociais. Estudos recentes revelaram que muitos consumidores endovenosos do sexo masculino mantêm longos relacionamentos amorosos com mulheres que não injectam drogas, enlaçando este homem, mesmo que frouxamente, a uma rede social maior, que não é composta exclusivamente por usuários de drogas (Wermuth, Ham, & Robbins, 1992; Auerbach, Wypijewska & Brodie, 1994)."

Referências

Auerbach, J. D., Wypijewska, C. & Brodie, H. K. H. (Eds). (1994). AIDS and Behavior –An Integrated Approach. Washington, D. C., E. U. A.: National Academy Press.
 
Becker, M., & Joseph, J. (1988). AIDS and behavioral change to reduce risk: a review. American Journal of Public Health, 78 (4), 394-410 DOI: 10.2105/AJPH.78.4.394
 
King R. (1999). Sexual Behaviour Change for HIV: Where have Theories Taken Us? Genebra, Suíça: UNAIDS.
 
Pandey, I. (2005). Effective Communication in HIV/AIDS Prevention in India. Dissertação de mestrado em Business Administration não publicada. International Development Department, School of Public Policy, MBA Public Service (International Stream). Birmingham, Reino Unido.
 
Wermuth, L., Ham, J., & Robbins, R. (1992). Women don’t wear condoms: AIDS risk among sexual partners of IV drugs users. In J. Huber & B. Schneider (Eds.), The Social Context of AIDS (pp. 72-94). Newbury Park, C. A., E. U. A.: Sage.
 
WHO (2005). Policy and Programming Guide for HIV/AIDS Prevention and Care Among Injecting Drug Users. Genebra, Suíça: WHO.

ResearchBlogging.org

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Boa notícia: #preconceitonao



Deu no Blog da Saúde, que acompanho:

Uberlândia registra queda de 37,5% nos casos de HIV/AIDS


"Na próxima terça-feira, 1º de dezembro, é Dia Mundial de Luta Contra a AIDS e Uberlândia tem boas notícias, pois registrou queda de 37,5% no número de novos infectados pelo vírus HIV/AIDS de 2005 a 2009."

Uberlândia tem acompanhado a tendência dos países da Europa (com exceção de Portugal, Lituânia e Estônia), com queda no número de novos casos.
Vale lembrar que dia 1 de Dezembro é Dia Mundial da Luta contra a AIDS e provavelmente colocarei posts sobre o assunto, a interface AIDS\SIDA e saúde mental.
Enquanto isso, para os tuiteiros (expressão brasileira para quem usa o Twitter, o Ministério da Saúde está disponibilizando o laço vermelho (red ribbon) para quem apoia a campanha "Preconceito Não". O red ribbon será adicionado a fotografia do perfil:

Viver com HIV é possível. Com o preconceito não. Participe da maior mobilização contra o preconceito. #preconceitonao

UPDATE (27\11\09)
No site do Jornal Correio de Uberlândia, foi publicada hoje a notícia Casos de Aids crescem 40% em Uberlândia . Levei um susto quando li o jornal e penso que o jornalista responsável deveria ter tido mais cuidado na apresentação de seu artigo. Sim é verdade que os casos cresceram em 40% mas apenas quando se compara os números de 2008 e 2009. Quando se observa o quadro dos últimos 5 anos (disponível na reportagem) nota-se que a tendência continua em queda. Apenas dois anos de comparação é pouco em estatística para se assustar a população desta forma. Falta também informar se aqueles eram casos novos (novo contágio) ou novas inscrições de pacientes com a doença no município, já que Uberlândia é polo na região devido ao hospital universitário para tratamento de doenças mais graves.

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