quinta-feira, 11 de março de 2010

A volta da psicocirugia

Research Blogging Awards 2010 Finalist
Este post não é para os fracos de coração:

A psicocirurgia (que na verdade nunca foi extinta) ensaia uma volta tímida em novos artigos. Cingulotomia e outros procedimentos fazem parte dos livros psiquiátricos, mas ver mesmo um procedimento destes no Brasil é raríssimo.

Um estudo recente mostrou resultados encorajadores no que tange a Deep brain stimulation (DBS) no tratamento de transtorno obsessivo compulsivo, transtornos depressivos e síndrome de Tourette refratários a tratamento. Em seu artigo de revisão na Deutsches Arzteblatt International (texto completo aqui) os autores avaliaram estudos terapêuticos de 1980 a 2009. Os achados mostram melhora do quadro nos transtornos referidos em 35 a 70% dos pacientes, com poucos efeitos colaterais, muitas vezes reversíveis ao se modular os parâmetros da estimulação.

A DBS é um tratamento cirúrgico que envolve a implantação de um pacemaker cerebral (marcapasso) que envia impulsos elétricos a partes específicas do cérebro. O procedimento já é conhecido e utilizado em pacientes com dor crônica, doença de Parkinson, tremores e distonia. Apesar disso, seu mecanismo de ação ainda é desconhecido.

O marcapasso para DBS é colocado no cérebro de acordo com o tipo de sintoma a ser tratado, sob anestesia local (em geral): faz-se um orifício de 14 mm no crânio e o eletrodo é inserido no local escolhido, com auxílio do paciente durante o procedimento.


Embora a DBS pareça oferecer novas perspectivas no tratamento de transtornos psiquiátricos graves e refratários, ainda são necessários mais estudos sobre sua eficácia, mecanismos de ação e efeitos a longo prazo.

Para muitos leitores favoráveis a opiniões anti-psiquiátricas, notícias sobre uma possível volta de procedimentos cirúrgicos ao arsenal da psiquiatria assusta. Infelizmente, muitos ainda tem sua visão desta arma terapêutica embasada nas lobotomias realizadas nas décadas de 40 em diante (Ice pick lobotomy" ou lobotomia com picador de gelo). Tanto que esse é o texto que a wikipedia traz sobre o assunto:
"As lobotomias gradualmente perderam sua utilidade com o desenvolvimento de drogas antipsicóticas e passaram a ser realizadas apenas raramente. A era da lobotomia é agora geralmente aceita como um episódio bárbaro da história da psiquiatria. (...) Hoje, a psicocirurgia pode ser um tratamento de último recurso para pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo e para transtornos alimentares no Chile, Estados Unidos, Suécia e México. A eficácia não é alta; um estudo sobre cingulotomia (que geralmente envolve lesões de 2-3 om no cíngulo, perto do corpo caloso evidenciou melhora em 5 de 18 pacientes. [4].
A psicocirurgia é legalmente praticada e controlada nos Estados Unidos, Finlândia, Suécia, Reino Unido, Espanha, Índia, Bélgica, Holanda e no Brasil, no estado de São Paulo (como último recurso)."


Acho que já escrevi antes, mas sou da opinão de que não se pode consertar um erro com outro. A psicocirurgia infelizmente foi utilizada como instrumento de tortura por muitos regimes militares e em muitos pacientes que não apresentavam necessidade de um procedimento tão drástico. Entretanto, banir completamente procedimentos cirúrgicos em psiquiatria impede que pacientes com quadros graves não responsivos às intervenções terapêuticas tentadas sejam adequadamente tratados. Os órgãos reguladores deveriam escrever um protocolo adequado para cirurgias experimentais na área psi. É claro que seriam muitos poucos os pacientes que realmente seriam indicados para avaliação e cirurgia, mas o procedimento pode fazer uma grande diferença na qualidade de vida dos mesmos.

Referências:

ResearchBlogging.org

Kuhn, J; Gründler, T O J; Lenartz, D; Sturm, V; Klosterkötter, J; Huff, W (2010). Deep Brain Stimulation for Psychiatric Disorders Deutsches Ärzteblatt International, 107 (7), 105-113 : 10.3238/arztebl.2010.0105

Kuhn J, Gaebel W, Klosterkoetter J, & Woopen C (2009). Deep brain stimulation as a new therapeutic approach in therapy-resistant mental disorders: ethical aspects of investigational treatment. European archives of psychiatry and clinical neuroscience, 259 Suppl 2 PMID: 19876671

Foto: http://biomed.brown.edu/Courses/BI108/BI108_2008_Groups/group07/bb_July2004_large.jpg

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Notícias em psiquiatria

As duas últimas são de Portugal. As primeiras são do clipping da ABP. Fiquei embasbacada com a primeira, que está em praticamente todos os veículos hoje, sobre um hospital no Pernambuco (Nordeste brasileiro) que vai ser fechado para dar lugar à construção de um shopping center (!!!!!).

Pacientes vão ser transferidos
Não tem jeito. Os pacientes do Hospital Psiquiátrico Ulisses Pernambucano terão mesmo que deixar a unidade que funciona no local há 71 anos
Veículo: Diário de Pernambuco
Seção: Vida Urbana
Data: 23/02/2010

Quando o ciúme destrói o lar
Imaginação, fantasia; crença e certeza. Esses sentimentos afloram numa linha tênue, quando envolve o ciúme
Veículo: Diário do Nordeste
Seção: Cidade
Data: 22/02/2010

Drogas transformam pequenas cidades
Reportagem mostra o avanço dos entorpecentes em Romaria, Estrela do Sul e Monte Carmelo
Veículo: Correio de Uberlândia
Seção: Home
Data: 19/02/2010

ONU alerta para drogas de violação
Jornal de Notícias (Portugal)
23/02/2010

"Casos graves de acne acabam na psiquiatria"
Sociedade
Jornal de Notícias (Portugal)
23/02/2010
 
Tratamento precoce pode evitar problemas emocionais 80% dos adolescentes são afectados no Mundo inteiro

CLÁUDIA LUÍS

"A maioria dos doentes com acne tem problemas psico-emocionais", alerta o dermatologista António Massa. Para evitar cicatrizes no corpo e na personalidade, especialistas desvendam mitos e verdades sobre a doença que afecta 80% dos adolescentes no Mundo.

Mafalda Magalhães, 18 anos, tem uma colega de escola que não sai à noite com os amigos por ter medo da reacção das pessoas. "Diz que sai quando a doença passar". Entretanto, ao lado da vida da amiga de Mafalda, passam coisas essenciais: auto-estima; desenvolvimento de relações com outras pessoas; sensação de bem-estar individual e até um possível emprego.

"Os casos de acne mais graves acabam, invariavelmente, na psiquiatria", afirma António Massa. A boa notícia é que a maioria desses pacientes deixa de necessitar de cuidados psiquiátricos assim que vê a patologia melhorar.

Foi com o objectivo de evitar quadros de doença psicológica ou psiquiátrica que a Portuguese Acne Advisory Board, um centro de estudo português sobre acne, promoveu, na manhã de ontem, uma sessão de esclarecimento aos alunos da escola secundária Alexandre Herculano, no Porto. Alguns dos adolescentes foram surpreendidos.

Chocolate não causa borbulhas

"Não fazia ideia que a alimentação não tinha nada a ver com a acne!", espantou-se Diana Oliveira, de 16 anos. "Quando me apareceram as primeiras espinhas, os meus pais pensavam que era consequência do que comia, mas hoje vejo que não". De facto, não há prova científica de que alimentos como chocolate, azeitonas, frutos secos ou fritos provoquem o aparecimento de acne.

Da mesma forma, não está demonstrado que o estilo de vida tenha influência, sendo mais "uma forma de os pais penalizarem certos comportamentos", explica o médico, como saídas à noite.

Actividade sexual e falta de higiene também não têm relação com a doença. Nem mesmo a maquilhagem, desde que não contenha componentes que favoreçam a produção de sebo.

Em Portugal, a acne é o motivo mais frequente de consulta de Dermatologia entre a população adolescente. Segundo a Media Heath Portugal, em cada dez jovens há quatro a oito casos de acne. Cerca de 15% dos pacientes que procuram a consulta apresentam já formas graves da doença.

Ao verem imagens reais de formas graves de acne na face, pescoço, ouvidos e tronco, a plateia do Alexandre Herculano soltou um "arghhhhh" uníssono. Ruben Silva, de 15 anos, conhece um rapaz com um quadro clínico semelhante: "Quase nem se vê a pele dele". Ruben não sofre de acne, "mas se um dia o tiver esse problema, já sei o que fazer".

Até a acne mais impressionante tem remédio. O especialista avança que a taxa de sucesso do tratamento é "muito elevada". Daí que as imagens anteriores e posteriores à terapêutica sejam igualmente impressionantes, mas pela positiva.

Tratar é essencial. Sem a terapêutica adequada, a acne tende a agravar as marcas na pele e na forma de ser e de lidar com o Mundo. Pode até condicionar o tipo de emprego que se terá no futuro, numa sociedade cada vez mais demarcada pela imagem.

Segundo um estudo descrito pelo perito, concluiu-se que havia mais pessoas com acne na zona de Mouzinho da Silveira, onde se encontra um centro de emprego, do que na zona de Cedofeita, no Porto. Porquê? Cedofeita é uma zona comercial. "Para o atendimento ao público, só são contratados aqueles que têm boa imagem".

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Jane Eyre e a loucura

Semana passada assisti a uma adaptação do livro Jane Eyre (pronuncia-se Jayne Ér) de Charlotte Bronte. Já tinha lido o livro e visto outras adaptações, mas a que assisti recentemente, de 1944 com Orson Welles é uma das melhores. Como o livro não é muito conhecido no Brasil, vou fazer um breve resumo antes de partir para o assunto da loucura propriamente dita.


Charlotte Bronte (cuja irmã é Emily Bronte que escreveu "O Morro dos Ventos Uivantes") publicou Jane Eyre em 1847. Acho que conhecer a obra vale pela avaliação da loucura de uma das personagens, mas a leitura pode ser difícil: o livro foi escrito no período vitoriano, no qual o máximo do romance era pegar na mão. O livro fica nesse vai-não-vai o tempo todo. Assim, não julgo quem quiser pular as páginas para uma boa adaptação cinematográfica como primeiro contato com a obra.


O romance tem uma atmosfera gótica, dark (daí eu achar que a adaptação dos anos 40 em preto e branco funciona melhor que as mais recentes), cheia de senso moral do que é certo ou errado.


#####SPOILER##### se você não quer saber do que se trata a obra, pule esta parte.


Na primeira parte, lemos sobre a infância infeliz de Jane Eyre, uma orfã que é abusada emocionalmente e negligenciada pela tia. Um apotecário, simpático ao sofrimento de Jane, sugere que ela seja enviada à uma escola. A tia arranja para que a menina seja enviada aos 10 anos de idade para a Lowood Institution, uma escola de caridade, na qual Jane conhece mais abuso (físico) e negligência.


Aos 18 anos, Jane finalmente parte para o mundo e é empregada como governanta e professora na mansão Thornfield, para ensinar uma pequena menina francesa. Enquanto andava, ela encontra um cavaleiro que caiu e torceu o tornozelo. Ela o ajuda e retorna à mansão para descobrir que o cavaleiro era na verdade Edward Rochester, o dono da mansão Thornfield. Ele é um homem difícil, autoritário e mais velho. Eventualmente, os dois se apaixonam, mas coisas estranhas começam a acontecer: uma estranha risada é ouvida nos corredores da mansão, um incêndio começa e Jane acha um candelabro caído à sua porta, um convidado da mansão é atacado...
Nesse meio tempo a tia malvada de Jane adoece e morre. Jane vai cuidar da tia nos momentos finais e deveria receber uma parte da fortuna de seu falecido tio com a morte da tia, mas a malvada esconde a carta. Ao retornar à mansão, Jane declara seu amor por Rochester, que propõe casamento. Durante os preparativos, uma mulher estranha, de aparência selvagem entra desapercebida no quarto de Jane e rasga o véu do seu vestido de noiva. Mais uma vez, Rochester culpa uma serva bêbada (Grace) pelo acontecido, minimizando os estranhos eventos.


Durante a cerimônia de casamento, um advogado e um senhor de nome Mason aparecem e declaram que Rochester não pode se casar com Jane, visto que já é casado com a irmã do senhor Mason. Rochester finalmente admite que é casado com uma mulher violentamente louca, que ele mantém presa no sótão, aos cuidados de uma serva (Grace). Quando Grace bebe muito, sua mulher escapa e causa os estranhos eventos da mansão Thornfield. Rochester pede a Jane que se mude com ele para a França, onde viveriam como marido e mulher, mesmo que não estivessem casados. Jane se recusa e, apesar de seu amor por ele, Jane foge de Thornfield no meio da noite.


Jane viaja para o norte da Ingalterra e, após ficar miserável e passar fome, acha abrigo com uma família pobre: 2 irmãs e 1 irmão (John). Eventualmente eles descobrem que são parentes e ele conta que Jane tem uma fortuna em seu nome (em torno de 2 milhões de euros em dinheiro de hoje). A família pobre foi cortada da herança, mas como foram muito bons para Jane, ela insiste em dividí-la com eles. John propõe casamento a Jane, para que o acompanhe à Índia como missionários cristãos. Ela aceita ir, mas recusa casamento, sabendo que, embora sentissem muito carinho um pelo outro, eles não se amam. John consegue persuadir Jane a casar-se, mas ela sente Edward Rochester chamar seu nome e parte na manhã seguinte para Thornfield, para ter certeza de que ele está bem, antes de partir definitivamente para a Índia.


Quando Jane chega à mansão, tudo o que encontra são ruínas queimadas. A mulher de Rochester escapou, provocou o incêndio e matou-se, atirando-se do telhado. Rochester tentou salvar a mulher, perdendo uma mão e a vista na tentativa. Jane finalmente o encontra, mas ele teme que ela sentirá repulsa por estar desfigurado. Jane reassegura-o de seu amor e Rochester propõe casamento novamente. Ele eventualmente recupera a visão para ver o seu primeiro filho.
##########Fim do spoiler#########


Bom, se o caro leitor chegou até aqui, pode estar a pensar "o que que esse romance tem a ver com psiquiatria?"


O que me levou a escrever este post não foi o sofrimento de Jane ou o autoritarismo de Edward, mas o sofrimento de uma personagem esquecida no sótão da mansão: Bertha Mason, a louca mulher de Edward. Quando Bertha é finalmente introduzida na trama, no tão esperado dia do casamento de Jane, descobrimos que ela vive em cárcere privado em aposentos que não parecem terem sido desenhados especificamente para seu conforto (a tradução da passagem do livro é minha):


Em um quarto sem janelas queimava uma lareira, guardada por uma alta e forte grade, e uma lâmpada, suspensa do teto por uma corrente. Grace Poole (a serva que cuidava de Bertha) curvou-se sobre o fogo, aparentemente a cozinhar algo em uma panela. Nas sombras profundas, no extremo oposto do quarto, uma figura corria de um lado para o outro. O que era, se animal ou humana, não se poderia saber à primeira vista. Ela grunhia, aparentemente em gatinhas; ela pulava e grunhia como algum estranho animal: mas estava coberta por roupas; e uma quantitade de cabelos escuros e ensebados, selvagem no modo de ser, escondiam sua cabeça e face.
Jane Eyre, Capítulo XXVI. Parte 3


A autora, desta forma, liga a personagem a um vulgar e selvagem animal. As descrições de Bertha que seguem são ainda mais cruéis: Bronte a denomina "a hiena vestida", a "maníaca", a "lunática". A história pregressa de Bertha é contada por Edward Rochester (um narrador parcial) e apenas de forma sucinta (e sem qualquer sombra de simpatia por sua condição):


Bertha Mason é louca... ela veio de uma família de loucos; --idiotas e maníacos por três gerações! Sua mãe, a crioula, era tanto uma louca quanto uma alcoólica" - como descobri depois que me casei com a filha: pois eles eram silenciosos sobre os segredos da família anterior ao casamento. Bertha, como uma boa filha, copiou seus pais nos dois aspectos... Oh! minha experiência tem sido desastrosa, se você pudesse saber!
Jane Eyre, Capítulo XXVI. Parte 3
ilustração da segunda edição de Jane Eyre, 1847, F.H. Townsend




Aqui ficamos a saber que não apenas o tratamento ao doente mental (Bertha) é horroroso, mas como as personagens principais (nomeadamente Edward Rochester) são também racistas, visto que culpam a loucura de Bertha em sua linhagem racialmente "impura" e ao clima tropical das Índias do Oeste (Jamaica), onde ela cresceu. Em outro post, sobre Banzo Negro, havia demonstrado a ligação que se fazia entre "paixões" e o sangue quente dos negros.


O fato de Bertha ser trancada e mantida em segredo no sótão mostra a vergonha que os familiares sentiam em ter doentes mentais na família. Ao contrário de Bertha, era comum na segunda parte do século 19 que doentes mentais fossem mantidos em asilos. Entretanto, uma rápida pesquisa demostra que mesmo para os asilos da época, as condições impostas à Bertha seriam consideradas desumanas. Além do mais, à Bertha não é concedida o dom da fala, que a autora poderia ter julgado como essencial do ser humano, degradando-a ainda mais à condição animalesca. Somente em 1966, quando outro autor (Jean Rhys) escreveu The Wide Sargasso Sea* é que Bertha teve voz e personalidade. No romance de Rhys, Bertha desenvolve-se como personagem, com desejos e aspirações próprios até que a doença a atinge. Rhys livra Bertha do estigma criado por Bronte de que a "loucura é inextricavelmente comparável à falta de motivação e compreensão lógica" (Oyebode, 2004). A Bertha de Rhys compele empatia por sua condição.


Para concluir, acredito que os profissionais de saúde mental tem plena liberdade de escolher lerem ou não livros de ficção e outras obras que ilustram o pensamento sobre a doença mental. É importante salientar, entretanto, que estes relatos sem dúvida influenciam como a sociedade e o público percebem e reagem à doença mental. Mesmo sendo um romance vitoriano inglês, Jane Eyre repercute na teledramaturgia brasileira, por exemplo, com a esposa louca de Carlos Vereza (Barão de Montserrat) em "Direito de Amar", interpretada por Ítala Nandi, que vivia trancada no sótão. A imagem do louco violento trancado e escondido em quartos secretos permeia o inconsciente popular. Romances e obras de ficção contam-nos algo sobre as suposições da sociedade sobre a doença mental. Espero que este post tenha-o instigado a conhecer a obra e quem sabe, procurar conhecer outras personagens estigmatizadas pela doença mental.
novela "Direito de Amar"


Referências:


ResearchBlogging.org


Brontë, Charlotte. Jane Eyre. New York: Norton & Co., 2001
Cho, K (2003). Contextualizing Racialized Interpretations of Bertha Mason's Character. http://www.victorianweb.org/authors/bronte/cbronte/cho10.html
Iwama, M. (2003). Bertha Mason's Madness in a Contemporary Context. http://www.victorianweb.org/authors/bronte/cbronte/iwama8.html
Oyebode, F. (2004). Fictional narrative and psychiatry Advances in Psychiatric Treatment, 10 (2), 140-145 DOI: 10.1192/apt.10.2.140


Fotos: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhR4ntS_rHj6MHnCBfkXbHbKSZr3qDe_fbuj5f4COROKOAJ0nII7jaYd9SvuBNRxZXSlkxuQLsKgg0nTrL31huTkuu-7gko3wpFfHB5qQ4oRukBpfBG8TvuGdfM2W0zmaXqnAQQD6Bjlvdq/s400/Poster+-+Jane+Eyre+(1944)_07.jpg
http://intertekst.pl/pliki/409px-P272b.jpg
http://www.teledramaturgia.com.br/images/direitof.jpg

*Para quem quiser conhecer a obra que fala de Bertha Mason antes da loucura, Wide Sargasso Sea foi adaptado pela BBC recentemente (2006). Infelizmente acho que nem o livro, nem a adaptação foram traduzidas para o português. O trailer pode ser conferido abaixo, para os que se interessarem.

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